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Boletim Informativo | Outubro/2011

Agenda da semana

Hoje, segunda-feira, dia 31
- Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga a Sondagem Industrial de outubro
- Banco Central apresenta Nota da Política Fiscal de setembro
- Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga Sondagem da Indústria da Construção
- Na Europa, serão divulgadas  as vendas do varejo na Alemanha em setembro, a inflação na zona do euro em outubro e a taxa de desemprego na  zona do euro de setembro
Amanhã, terça-feira, dia
- Divulgação do IPC-Fipe da quarta quadrissemana de outubro
- Ministério do Desenvolvimento divulga o resultado da Balança Comercial Semanal
- IBGE apresenta a Pesquisa Industrial Mensal de setembro
- Fundação Getúlio Vargas divulga o IPC-S da quarta quadrissemana de outubro
- Na Europa, serão divulgados o Índice Gerente de Compras da Indústria na Inglaterra em outubro e o PIB do país no terceiro trimestre
Quarta-feira, dia 2
- FERIADO NACIONAL
- Nos EUA, reunião do FED sobre a taxa básica de juros
- Na Europa, serão divulgados o Índice de Desemprego na Alemanha e o Índice Gerente de Compras da Indústria na zona do euro em outubro 
Quinta-feira, dia 3
- Dieese apresenta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de outubro
- Divulgação do IPC-Fipe de outubro
- Banco Central informa o fluxo cambial semanal
- Nos EUA, divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego
- Na Europa, reunião do Banco Central da zona do euro sobre a taxa básica de juros
- Na Europa, primeiro dia da reunião do G-20 na França
Sexta-feira, dia 4
- Divulgação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de setembro
- Divulgação da Produção, Exportação e Venda de Veículos em outubro
- Dieese apresenta o Índice do Custo de Vida (ICV) de outubro
- Nos EUA, divulgação da taxa de desemprego em outubro
- Na Europa, final da reunião do G-20 na França

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Focus mantém projeções para inflação e Taxa Selic

O boletim Focus, divulgado na manhã de hoje pelo Banco Central, manteve a projeção para a inflação em 2011 em 6,50%. O mesmo ocorreu com a Taxa Selic, que segue em 11%. Já a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano teve um leve recuo, passando de 3,30% para 3,29%.

As projeções do Boletim Focus
IPCA
6,50%
PIB
3,29%
Balança Comercial (Superávit)
US$ 27 bilhões
Taxa de Câmbio (Dólar)
R$ 1,75
Produção Industrial
2%
Taxa Selic
11%
Investimento Externo Direto (IED)
US$ 60 bilhões

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Crescimento da taxa de veículo por habitantes

A indústria automotiva brasileira pretende aumentar em 62,3% a taxa de veículo por habitantes no Brasil até 2020, passando dos atuais 154 para 250 veículos por mil habitantes, de acordo com estimativa Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para obter esse crescimento, o setor planeja investimentos de US$ 21 bilhões até 2015 em ampliações e em novas fábricas. A produção anual, que neste ano foi projetada em 3,7 milhões de unidades, deve saltar para 6,3 milhões em 10 anos.

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Confiança da indústria diminui em outubro

A confiança da indústria brasileira diminuiu pelo décimo mês consecutivo em outubro, para o menor patamar desde agosto de 2009. A confiança teve baixa de 0,4% na comparação com setembro, ficando em 100,7 pontos, de acordo com dados da Sondagem Industrial da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O nível de utilização da capacidade instalada também diminuiu de 83,6% em setembro para 83,5% em outubro, menor dado desde novembro de 2009.  

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A confiança do consumidor brasileiro

A confiança do consumidor brasileiro foi a que mais cresceu no terceiro trimestre entre 56 países pesquisados pela empresa de análises Nielsen. Segundo a pesquisa, a confiança dos consumidores brasileiros subiu 16 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, passando de 96 para 112 pontos (um índice acima de cem indica otimismo). A confiança dos brasileiros fica atrás somente da dos indianos (121 pontos), sauditas (120) e indonésios (114).  A França, com um índice de 56 pontos, foi o país que registrou a maior queda, com perda de 13 pontos. Hungria (37 pontos) e Portugal (40), são os países com menor índice de confiança.

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Inadimplência de empresas sobe 26,2% no ano

A inadimplência das empresas subiu 26,2% de setembro de 2010 para setembro de 2011, segundo pesquisa do Serasa Experian. O valor médio das dívidas com cartões de crédito, financeiras, lojas, telefones e fornecimento de energia elétrica e água de janeiro a setembro de 2011 foi de R$ 739,47, com elevação de 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor médio das dívidas com bancos nos primeiros nove meses de 2011 foi de R$ 5,182,65, com alta de 9,7% no valor médio em relação ao mesmo período do ano passado.

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Vendas nos supermercados têm incremento de 3,7%

As vendas nos supermercados cresceram 3,7% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado do ano, o aumento foi de 4,21% em relação ao mesmo período de 2010.

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Produtos de largo consumo têm aumento de 1,36%

O valor da cesta AbrasMercado, formada por 35 produtos considerados de largo consumo, como alimentos, limpeza e beleza, apresentou alta de 1,36% no preço em setembro na comparação com agosto, passando a custar R$ 306,42. Em relação a setembro de 2010, o valor subiu 10,71%. Os produtos com maiores altas em setembro na comparação com agosto foram leite longa vida (+4,9%), queijo prato (+3,13%) e café torrado e moído (+3,11%). Já as maiores quedas ficaram com tomate (-7,47%), cebola (-6,13%) e batata (-2,50%).

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Brasil lidera ranking de juros altos

Apesar do segundo corte consecutivo na taxa Selic, que ficou em 11,5%, o Brasil segue liderando o ranking do país com os maiores juros entre 40 nações pesquisadas. Com um índice real de 5,5%, o Brasil está em primeiro lugar, seguido por Hungria (2,3%), Chile (1,9%), Indonésia (1,8%) e México (1,3%).

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Produtividade do trabalhador brasileiro diminui

Dados da Penn World Table, banco de dados do Centro para Comparações Internacionais de Produção, Renda e Preços da Universidade da Pensilvânia mostram que a produtividade do trabalhador brasileiro caiu no período entre 1980 e 2008. Em 1980, um trabalhador brasileiro produzia em média o equivalente a US$ 21 mil por ano. Em 2008, esse número havia caído para US$ 17,8 mil, uma queda de 15%. Entre os 150 países da Penn World Table, o Brasil está em 130º. Os países que apresentaram maiores crescimentos de produtividade no período foram China (+778%), Coreia (256%) e Índia (181%).

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Profissionais do país se destacam em pesquisa sobre relações de trabalho

Pesquisa da consultoria europeia Effectory mostra que, entre os países do BRIC, os profissionais indianos são os que mais se destacam em quase todas as áreas analisadas pelo levantamento, que ouviu 11 mil trabalhadores de 35 países. O país alcançou a média 7,3 no aspecto satisfação geral do trabalho. Globalmente, o índice foi de 6,6. O Brasil ficou em segundo lugar na satisfação dos funcionários (6,9), seguido por Rússia e China. Os brasileiros também ficaram acima da média global em itens, como comprometimento (6,5), aceitação a mudanças (7,6) e motivação (6,9).

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Déficit da indústria de transformação aumenta 37,1%

O déficit na balança comercial da indústria de transformação cresceu 37,1% este ano, passando de US$ 25,7 bilhões, no acumulado de janeiro a setembro de 2010, para US$ 35,3 bilhões, neste ano. É o pior resultado para o período na série histórica acompanhada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que começou em 1989.  O saldo negativo na balança comercial da indústria é puxado pela categoria de bens de média-alta tecnologia, formado por setores como bens de capital, automóveis e produtos químicos (exceto farmacêuticos).

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Comércio online deve ter incremento de 26% neste ano

O comércio online deve encerrar 2011 com faturamento de R$ 18,7 bilhões, um incremento de 26% na comparação com 2010. As principais redes de varejo estão apostando no potencial dos 77,8 milhões de brasileiros que têm acesso à internet. As duas principais redes sociais do Brasil, Facebook e Orkut, possuem cerca de 30 milhões de usuários cada e o Twitter detém 14,2 milhões.

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Investimento estrangeiro no Brasil

O ingresso de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somou US$ 50,4 bilhões no período entre janeiro e setembro deste ano, o maior valor da série histórica do Banco Central, que teve início em 1947. Anteriormente, o maior ingresso de investimentos no Brasil havia sido registrado em todo o ano de 2010 (US$ 48,4 bilhões). O resultado registrado no acumulado do ano representa uma alta de 123% frente ao mesmo período do ano passado.

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Gastos no Exterior

Os gastos dos brasileiros com viagens internacionais se elevaram ainda mais em setembro em relação ao ano passado, mas caíram na comparação com julho e agosto deste ano, após as altas do dólar. No mês passado, os gastos totalizaram US$ 1,776 bilhão, mais do que em setembro do ano passado (US$ 1,58 bilhão). Caíram, porém, em relação a agosto (US$ 1,9 bilhão) e julho (US$ 2,19 bilhões) deste ano. Em nove meses, as viagens dos brasileiros ao exterior demandaram US$ 16,059 bilhões, ante US$ 11,471 bilhões em igual período de 2010.
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EUA projetam crescimento de 135% de turistas brasileiros no país

O Escritório Americano de Turismo projeta um aumento de 135% no desembarque de turistas brasileiros nos Estados Unidos nos próximos cinco anos. Serão 2,811 milhões de turistas brasileiros em 2016, ante 1,198 milhão observado em 2010. Assim o Brasil será o quarto maior emissor de turistas, atrás do Reino Unido, Japão e China, quando considerados países que não fazem fronteira com os Estados Unidos.

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Flórida quer incrementar relações comerciais com Brasil

Com as transações comerciais entre o Brasil e a Flórida registrando um incremento de 26,4% e chegando a US$ 15,9 bilhões no ano passado, o governo do Estado americano quer facilitar a obtenção de vistos para brasileiros.
As importações do Brasil com origem na Flórida são lideradas por aeronaves, circuitos eletrônicos e aparelhos para telecomunicação. Já o país exporta para o Estado americano também aeronaves, polpa de madeira química, café e sucos de frutas.

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Índice de Confiança do Consumidor americano cai para níveis de período de recessão

O Índice de Confiança do Consumidor americano, medido pelo Conference Board caiu de 46,4 em setembro para 39,8 em outubro, o menor nível desde o registrado em março de 2009 (26,9), quando o país atravessava uma recessão econômica. O patamar atingido neste mês está também muito distante do nível 90, que sinaliza quando a economia está em ritmo sólido. Os analistas acompanham de perto esse dado porque o consumo das famílias responde por cerca de 70% do PIB americano.

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União Europeia pode ter perdido dois trilhões de euros com crise

A União Europeia estima ter perdido dois trilhões de euros como resultado do menor crescimento causado pela crise entre 2007 e 2010. Essa estimativa foi apresentada na última semana aos líderes da zona euro com um plano para acelerar novas fontes de crescimento na região.

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Desemprego e inflação na zona do euro

O índice de desemprego na zona do euro em setembro foi de 10,2%, marcando o quinto mês consecutivo acima de 10%. A Espanha foi o país do bloco com a maior taxa de desemprego: 22,6%, enquanto Áustria e Holanda registraram os menores índices, com, respectivamente, 3,9% e 4,5%. A inflação na região manteve em outubro a taxa acumulada em 12 meses de 3%.

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China lança plano de apoio a empresas

O governo chinês anunciou que vai dar apoio emergencial a empresas privadas para evitar falências decorrentes das quedas nas exportações. As pequenas e médias empresas do setor privado chinês respondem por 80% dos empregos e por mais da metade do PIB do país.

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Stihl vai ampliar fábrica no RS

A Stihl, multinacional alemã fabricante de ferramentas motorizadas para os segmentos florestal, agropecuário e doméstico, vai investir R$ 518,5 milhões de 2011 a 2014 na ampliação da fábrica de São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre. Com a expansão, a unidade passará a produzir 95% dos cilindros para motores utilizados nas fábricas do grupo no mundo, incluindo Alemanha, Estados Unidos e China.

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ACGO investe em nova fábrica na Argentina

A fabricante de máquinas agrícolas ACGO vai investir US$ 140 milhões em uma nova unidade na Argentina. O investimento é resultado de uma nova política do governo argentino que exige que as empresas igualem suas exportações e importações.

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Vale tem lucro 25% menor no trimestre

Apesar do resultado operacional recorde no terceiro trimestre, de R$ 16,1 bilhões, a variação do câmbio no período teve impacto negativo sobre o balanço da Vale. O lucro líquido foi de R$ 7,89 bilhões, valor inferior em 25% aos R$ 10,55 bilhões alcançados no mesmo trimestre do ano passado.

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Volkswagen já superou ganhos de 2010

O grupo Volkswagen anunciou que de janeiro a setembro, seu ganho operacional  somou 9 bilhões de euros, ante 7,1 bilhões de euros no consolidado de 2010. Conforme a Volkswagen, a participação no mercado mundial de automóveis subiu de 11,6% no ano passado para 12,4% neste ano até setembro. No segmento de veículos de passeio, a montadora vendeu globalmente 3,3 milhões de unidades de suas marcas, ante 2,8 milhões de carros nos mesmos nove meses de 2010, com destaque para os modelos Polo, Golf, Tiguan, Touareg, Jetta, Passat Variant, Touran e Sharan.

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Frases

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”.
Aldous Huxley
“Os inimigos que não perdoamos dormirão na nossa cama e perturbarão o nosso sono”.
Augusto Cury
“O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte”.
Mahatma Gandhy

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OPINIÃO - Germano Rigotto*
Uma nova cultura para as finanças pessoais
Uma boa novidade tem surgido no horizonte das famílias brasileiras, o que pode ser a semente de uma importante mudança cultural. Falo da prática de tratar as finanças pessoais com um olhar mais criterioso. Não exageradamente tecnicista e profissional, até para não perder a leveza do ambiente doméstico, mas de um modo suficiente para controlar melhor os gastos e acompanhar com mais detalhe a evolução do orçamento familiar. De um jeito de organizar receitas e despesas que contribui, inclusive, para o relacionamento entre pais e filhos, maridos e esposas. A transparência e a verdade, afinal, são valores que precisam ser cultivados também – e principalmente – dentro de casa.

É um processo educativo. Especialistas em infância atestam que a noção de limites deve alcançar os aspectos relacionados ao dinheiro. É preciso ter noção de sua finitude. Mais: num tempo em que a sedução do consumismo ronda o cotidiano, é prudente não deixar que a pecúnia protagonize a vida dos filhos. E esse é um risco não apenas para os mais abastados, senão que para a classe média. A ânsia de tudo prover, se não for bem conduzida, pode gerar uma falsa sensação de comodismo, vaidade e isolamento. E eis que as boas intenções dos pais tendem a criar uma desordem moral, um desvirtuamento.

Mas essa nova lógica não gera repercussão apenas caseira. Influencia ainda em pelo menos dois aspectos da macroeconomia: poupança e endividamento. O aumento dos índices de poupança é uma meta que o Brasil ainda precisa perseguir, o que depende desse esforço individual da população. Dinheiro guardado, principalmente numa hora de crise, é garantia de estabilidade e superação. Quem tem apuro no orçamento doméstico também se endivida menos e, por consequência, tem menor risco de inadimplir. O excesso de dívidas pessoais, a propósito, esteve no epicentro da última crise internacional protagonizada pelos EUA. Aqui, o crescimento da inadimplência já dá sinais de preocupação.

Seria louvável e produtivo que o ensino formal incorporasse estudos nesse sentido. Talvez não seja necessário criar disciplinas específicas para tanto. Porém, desde o ensino fundamental, é possível incluir conteúdos sobre o trato do dinheiro, o que vai estimular crianças, adolescentes e jovens a terem uma postura de responsabilidade diante de seus proventos e patrimônios no futuro. Na esteira de tantos assuntos que compõem o currículo escolar, certamente haveria espaço para essa abordagem.

Enfim, o dado empírico de que um acompanhamento mais cuidadoso das finanças pessoais está entrando no cotidiano familiar é algo a ser comemorado e reforçado. Sinal de maturidade e equilíbrio. E agora se pode avançar em busca de uma contribuição ainda maior vinda das nossas escolas e universidades, tarefa que envolve a decisão de governos e gestores. Há margem para um bom debate a respeito disso – e muitas evoluções.

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*Presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários e ex-governador do Rio Grande do Sul ( www.germanorigotto.com.br )





www.germanorigotto.com.br



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