A necessária redução dos juros
A nova crise econômica global, que tem em seu epicentro o descontrole de gastos públicos e a desregulação do sistema financeiro dos Estados Unidos e da Europa, espalhará efeitos inevitáveis ao redor do globo – inclusive no Brasil. E os prognósticos de superação não apontam para o curto prazo, isso porque a inversão de qualquer processo de déficit fiscal depende de muita constância e costuma demorar. Também requer certa dose de unidade política, ambiente que parece não...
 
  Ainda falta o dever de casa
O vulcão da última crise financeira internacional continua em erupção. Engana-se quem pensa que suas labaredas acabaram. Tanto é assim que as cinzas permanecem chegando até nossos ares e tumultuando o cenário local. Não bastasse isso, preocupa ainda mais a constatação de que algumas das principais causas do recente turbilhão sequer foram sanadas.

Nos últimos meses, os sinais sociais e econômicos desse contexto ficaram mais evidentes na Europa: os preços subiram,...
 
  Judicialização: amargo remédio da omissão
O Brasil vive, não é de hoje, o fenômeno da judicialização da política: questões que deveriam ser normatizadas nas instituições representativas da sociedade, especialmente no Legislativo, acabam transferidas para o Poder Judiciário. Isso normalmente ocorre por omissão do próprio Parlamento, que dá as costas para certas pautas públicas e permite o surgimento de lacunas legais. Acionados pela população, juízes precisam resolver casos concretos e, por vias inversas, passam...
 
  Derrubando verdades aparentes
Vejamos duas assertivas econômicas que vigoraram, durante muito tempo, como sinônimo de verdade junto a uma parte da opinião pública. A primeira: há direta relação de causa e consequência entre valorização do salário mínimo e inflação. A segunda: a globalização, obrigatoriamente, vai representar o ocaso dos países menos desenvolvidos – e é preciso fechar-se a ela.

Para o bem dos fatos, do progresso e da própria humanidade, essas duas teses foram gradativamente...
 
  Aeroportos: para antes e depois da Copa
É um equívoco focalizar a questão aeroportuária brasileira apenas na perspectiva da Copa do Mundo de 2014. Isso pode até ser um belo mote para que o País avance mais depressa, mas jamais esgota os motivos sobre a necessidade de modernização e ampliação dos nossos aeroportos.

Sequer precisaríamos referir o Brasil que queremos. Antes disso, o Brasil que temos já não consegue ser atendido pelas atuais condições. É uma questão para agora – “para ontem”, eu diria....
 
 
     
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por Germano Rigotto:
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