A distorção das emendas individuais
Instrumento utilizado para destinar recursos aos municípios à escolha de cada parlamentar, as emendas individuais ao Orçamento da União deveriam contribuir com a saúde financeira das nossas comunidades. E, de fato, quando fui congressista, comprovei que muitos resultados positivos surgem de uma verba aplicada adequadamente. Contudo, muitas vezes o que se vê na prática costuma ser justamente o oposto. Tal prerrogativa tem dado margem ao clientelismo e ao fisiologismo,...
Infraestrutura para o presente e o futuro
Enquanto as turbulências da crise financeira internacional ainda não haviam sido superadas, a demanda por produtos e serviços registrou flagrante recessão. Em razão disso, o problema da sobrecarga de estradas, portos, aeroportos e ferrovias acabou ficando em segundo plano na pauta nacional. Tais circunstâncias mascararam a insuficiência da nossa infraestrutura. Agora, porém, com a recuperação dos setores produtivos, os antigos entraves voltaram a ficar evidentes.
As...
Na contramão do desenvolvimento
Na área macroeconômica, os avanços que se fixaram no solo firme da história foram construídos em etapas. Passo a passo, as decisões corretas foram tomadas tendo em vista a realidade tal qual ela se apresentava. Essa postura consolidou resultados responsáveis e perenes. Foi ela, por exemplo, que mudou o conceito da economia brasileira diante do mundo e da própria nação.
Hoje, estamos diante de outro desafio crucial: a taxa de juros. No início de 2003, a Selic...
A tentação do protecionismo
O protecionismo costuma surgir em meio a crises financeiras como um mecanismo de defesa quase instintivo. E é até certo ponto compreensível que as nações queiram resguardar setores produtivos internos em momentos de turbulências e incertezas. Afinal, é nesse cenário que costumam florescer práticas desleais e ações de cunho meramente predatório.
Mesmo assim, adotar o protecionismo como algo usual na gestão macroeconômica de um país tende a ser um remédio com...
Educação em descompasso
Principal sustentação do desenvolvimento igualitário e perene de um país, a qualidade da educação foi novamente posta em xeque no Brasil. Desta vez, o relatório Educação para Todos – elaborado pela Unesco – expôs uma torrente de fragilidades do nosso sistema de ensino. Contabilizados avanços e retrocessos, o saldo não poderia ser mais desolador: apesar dos esforços havidos nos últimos anos, figuramos na 88ª posição no ranking, atrás de nada menos que 14 nações da América...
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